sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Literatura Infantil e Infanto-Juvenil - autores estrangeiros (parte II)

No último post falei sobre a obra de dois autores. Hoje trago mais duas obras de autores diferentes.

O Mágico de Oz ( The Wonderful Wizard of Oz - 1900) - L. Frank Baum (Estados Unidos)


"Dorothy vivia no meio das grandes pradarias do Kansas com o tio Henry, que era fazendeiro, e a tia Em, que era a mulher do fazendeiro."




Enredo: Dorothy Gale é levada para a terra de Oz por um ciclone. Ela conhece o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão Covarde enquanto tenta chegar à Cidade Esmeralda para ver o Grande Mágico de Oz.








L. Frank Baum nasceu em 1856, em Chittenango, Estados Unidos. A obra de maior destaque de sua carreira é "O Maravilhoso Mágico de Oz", mais conhecido no Brasil somente como "O Mágico de Oz".  Após o sucesso desta obra, Baum escreveu mais 13 livros sobre a terra encantada de Oz, sendo o último, "Glinda de Oz" (Glinda of Oz), publicado pouco tempo após a sua morte. A série de Oz continuou sendo publicada por muito tempo após Baum ter falecido, por diferentes autores, tendo mais destaque Ruth Plumly Thompson.







O Menino do Dedo Verde (Tistou les pouces verts - 1957) - Maurice Druon (França)


"Tistu é um nome esquisito, que a gente não acha em calendário algum, nem do nosso país nem dos outros. Não existe um São Tistu".


Enredo: Tistu, um menino muito rico, foi criado por seus país - donos da maior fábrica de canhões do mundo - com todo o luxo que o dinheiro podia comprar e com todo o amor e carinho que seus belos pais podiam dar. Aos oito anos de idade, Tistu é mandado para a escola, a fim de aprender as coisas importantes da vida e dar continuidade ao trabalho de seu pai; no entanto, logo ao terceiro dia de aula, o menino é expulso por dormir durantes as aulas. Como não conseguia aprender na escola, Tistu passa a ser educado dentro de casa e logo descobriu, nas suas aulas com o jardineiro Bigode, que possuía um dom especial: o de fazer crescer plantas com o simples toque do seu polegar.





Maurice Druon nasceu em 1918, em Paris, França. Em sua família já haviam alguns escritores, como o tio, Joseph Kessel e o bisavô Odorico Mendes, escritor e jornalista brasileiro. A maior parte se sua obra retrata a história da monarquia francesa na época da dinastia capetíngea; escreveu também novelas. Seu único livro infanto-juvenil é "O Menino do Dedo Verde", obra que o tornou conhecido mundialmente.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Literatura Infantil e Infanto-Juvenil - autores estrangeiros

A maioria de nós conhecemos, ou menos de nome, diversas obras voltadas ao público infantil de autores brasileiros; já de autores estrangeiros, em geral sabemos pouco ou conhecemos somente adaptações do texto pouco fieis ao texto original. Desta vez, trago algumas obras de autores estrangeiros; pela extensão e complexidade dos textos, não são recomendados para crianças muito pequenas. O ideal, dependendo, é claro, do nível de domínio sobre a leitura que a criança tenha, é que sejam trabalhados com crianças na faixa de 9 ou 10 anos, no mínimo (final do ciclo I do Ensino Fundamental).

Volta ao Mundo em 80 Dias ( Título original: Le tour du monde en quatre-vingts jours - 1873) - Júlio Verne (França)

" O ano é 1872. A cidade é Londres. A principal figura desta narrativa se chama Fíleas Fogg, um inglês mais inglês que todos os outros daquela época. Isto quer dizer que Mister Fogg era homem de pouquíssimas palavras; gestos sóbrios; frio; enigmático; muito polido; pontual. E jamais, principalmente, deixava transparecer suas emoções."




Enredo -
O livro narra a história de Fíleas Fogg, um inglês metódico que durante um jogo de cartas com seus amigos faz uma aposta sobre a possibilidade de completar a volta ao mundo em apenas 80 dias. Para provar que isso era possível, parte ele mesmo em uma viagem surpreendente acompanhado apenas de seu criado recém contratado, Jean Passepartout.








Júlio Verne nasceu em 1828, em Nantes, França. Foi pioneiro na literatura de ficção e criador do romance geográfico e científico. Conquistou grande reputação mundial, sendo, até hoje um dos autores mais traduzidos em todo o mundo. Suas obras agradam a todos, mas especialmente ao público infanto-juvenil.  Suas obras de maior destaque incluem: Cinco Semanas num Balão, Viagem ao Centro da Terra, Da Terra à Lua, A Ilha Misteriosa, Vinte Mil Léguas Submarinas, Volta ao Mundo em Oitenta Dias, entre outras. 







Aventuras de Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland - 1865) e Através do Espelho e o que Alice Encontrou por lá (Through the Looking-Glass and what Alice Found There - 1871)  - Lewis Carroll (Inglaterra)


"Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado da irmã na ribanceira, e de não ter nada que fazer; espiara uma ou duas vezes o livro que estava lendo, mas não tinha figuras nem diálogos, "e de que serve um livro", pensou Alice, "sem figuras nem diálogos?".


Enredo: Dedicado a Alice Liddell, o livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai na toca de um coelho, sendo transportada para um lugar fantástico cheio de criaturas fantásticas e antropozoomórficas, revelando a lógica do absurdo, típica dos sonhos. A continuação da história se dá no segundo livro "Através do espelho e o que Alice encontrou por lá".










Lewis Carroll é na verdade um pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson. Nascido em 1832, em Daresburry, Inglaterra, Reino Unido; Lewis Carroll é mais conhecido por suas duas obras mais famosas: "Alice no País das Maravilhas" e "Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá", ambas dedicadas a Alice Liddell, uma criança muito próxima do autor. Sua obra é repleta de duplos sentidos, piadas, trocadilhos e enigmas.

A princípio, trago estas obras. Em próximas postagens, escreverei sobre "O Menino de Dedo Verde - Maurice Druon" e "O Mágico de Oz - L. Frank Baum".

Abraços a todos, 
                                                        Natália Marques

No Dorso do Rinoceronte - para enriquecer o repertório musical das crianças de uma forma divertida




Os compositores Emilio Pagotto e Silvio Mansani têm feito um trabalho muito interessante produzindo músicas voltadas para o público infantil; deste trabalho nasceu o CD "No Dorso do Rinoceronte - música independente para crianças inteligentes". 



De uma forma inteligente e divertida, o álbum explora diversas linguagens e ritmos musicais, como o baião, samba, jazz e a marchinha. É uma ótima opção para o trabalho de educação musical na escola, permitindo o contato com diversos ritmos de uma forma divertida e pensada especialmente para o público infantil. Pode ser trabalhado desde a pré-escola até o Ensino Fundamental. 

Para algumas das músicas do CD, como "A Lenda do Brilho da Lua" e "Super Repolho", foram feitas animações, transformando-as em clipes. A responsável pelas animações é Gabriela Dreher, que levou os clipes para importantes festivais como o 15° Anima Mundi.

Para quem se interessar pelo CD, ele pode ser comprado em lojas especializadas ou pela internet, o preço médio é de R$ 25,00. Algumas faixas do CD também são facilmente encontradas na internet, em sites como: http://www.vagalume.com.br/Deixo para vocês os dois clipes.





Abraços a todos, 
                                                               Natália Marques

Textos para o professor que deseja entender mais da literatura infantil

Para quem se propõe a trabalhar com literatura infantil, é necessário conhecer alguns autores clássicos que versam sobre o tema. Betty Coelho publicou obras de grande relevância sobre literatura infantil e a arte de contar histórias. Trago abaixo um breve relato de sua experiência, retirado do site: http://www.fpc.ba.gov.br/contadora-de-historia-mais-antiga-da-bahia-faz-aniversario-de-90-anos/

"Sua trajetória de vida é cheia de histórias que atraem e encantam crianças, adolescentes e adultos, que juntos com ela percorrem lindos caminhos. Falam com animais, entram em castelos encantados, vivem maravilhosas aventuras, vencem obstáculos e encontram exemplos e soluções para as suas realidades. Essas são algumas das principais características da professora Maria Betty Coelho Silva, conhecida como Betty Coelho, que durante mais de 50 anos formou gerações e gerações de contadoras e contadores de histórias. Na próxima sexta-feira, dia 26, ela recebe uma homenagem na Biblioteca Juracy Magalhães Júnior (Rio Vermelho) pelo aniversário de 90 anos. Segundo alunos, amigos e admiradores, Betty Coelho tem uma grande preocupação: “fazer a criança feliz por meio das histórias narradas”.
Betty Coelho nasceu no dia 24 de abril de 1923 em Alagoinhas. Publicou os seguintes livros: Contar histórias uma arte sem idade (1986), A menina do avental (1988), E Se? (1988), Foi um dia um dia foi (1992) e O galo cantou e ninguém sabe onde (1993). Betty Coelho é ex – funcionária aposentada da Secretaria de Cultura do Estado. Foi jurada do Prêmio Jabuti (Câmara Brasileira do Livro) e membro votante da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Ela foi homenageada com a instalação da Biblioteca Infantil Betty Coelho no bairro da Boca do Rio, seu nome também consta no Centro de Estudos de Leitura e Literatura Infantil e Juvenil, Maria Betty Coelho Silva, na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). Betty Coelho é membro da Academia Baiana de Educação. Em 2006, sua obra foi tese de doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais Faculdade de Letras, com o título “Histórias correm no corpo – O itinerário de Betty Coelho”, da doutora Maria Antônia Ramos Coutinho."

Dentre as obras de Betty, indico a leitura de "Contar Histórias: uma arte sem idade", que trata sobre técnicas e ferramentas básicas para a contação de histórias. O livro pode ser facilmente encontrado em bibliotecas, mas para quem deseja comprar é possível encontrar exemplares em livrarias ou sites especializados na internet; o preço médio é de R$ 40,00. 

Na sequência, deixo para vocês uma citação de Betty Coelho e as referências do livro.

Como toda arte, a de contar histórias também possui segredos e técnicas. Sendo uma arte que lida com matéria-prima especialíssima, a palavra, prerrogativa das criaturas humanas, depende, naturalmente, de certa tendência inata, mas pode ser desenvolvida, cultivada, desde que se goste de crianças, e se reconheça importância da história para elas”(Coelho)

COELHO, Betty. Contar histórias: uma arte sem idade. São Paulo: Ática, 1999.



Softwares para trabalhar com literatura infantil

Como já mencionado em postagens anteriores, softwares podem ser uma opção interessante de trabalho com as crianças. Neste post venho deixar algumas sugestões de softwares para trabalhar literatura.

O primeiro é um jogo da memória disponível no site da revista Nova Escola. Ele funciona relacionando os nomes dos personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo com sua descrição. Para utilizá-lo, é necessário que as crianças estejam alfabetizadas e conheçam a obra de Monteiro Lobato. É uma boa ideia trabalhar com elas ao menos partes do primeiro livro, "Reinações de Narizinho", para que possam compreender melhor a obra e os personagens (que provavelmente elas já conhecem pela televisão). Este livro também é uma boa forma de despertar nas crianças o gosto pela leitura, contribuindo para a formação inicial do sujeito leitor. 
Obs: esse é um software no formato instrucionista.




Indico agora um software na perspectiva construcionista. Este programa permite que o aluno cria suas próprias histórias em quadrinhos e livros e também veja publicações de outros usuários. As possibilidades de criação são muitas, dando bastante liberdade ao usuário. Para utilizá-lo com maior liberdade é necessário criar um usuário; não há taxas a serem cobradas pelo serviço. O que talvez seja um inconveniente para vários professores é o fato de a página ser escrita completamente em inglês, inviabilizado o trabalho caso o professor ou os alunos não conheçam bem o idioma.



Livro de Imagens em vídeo

        O livro de imagens é ótimo para ser utilizado pelos que estão iniciando a leitura e por crianças pré-leitoras (aquelas que ainda não são alfabetizadas), pois não apresenta texto escrito, ou quando apresenta, muito pouco.
          
          É um material que costuma encantar as crianças pela qualidade artística das imagens e pela “surpresa” que esses livros contêm. Ele contribui para a formação do leitor, incitando-o a realizar uma reflexão sobre a leitura das imagens, aguça a imaginação e é aberto a diferentes interpretações, de acordo com a bagagem cultural de cada leitor. Este tipo de livro também ajudar a desenvolver aspectos cognitivos, artísticos, imaginativos, culturais e estéticos nas crianças.

          Dessa forma, vemos que o uso adequado dos livros de imagens contribui e muito para a formação do sujeito leitor, atendendo a suas expectativas e necessidades e contribuindo para a ampliação de sua visão de mundo.

           Atualmente, com os recursos tecnológicos, encontramos livros de imagens em vídeo. É claro que um vídeo não substitui o contato com o livro impresso, mas pode muito bem ser utilizado quando não se tem essa possibilidade. Deixo para vocês um vídeo com o livro "Zuza e Arquimedes" de Eva Furnari, uma das mais renomadas autoras de livros de imagens.


Abraços a todos, 
                                                                   Natália Marques


Curiosidades: Tecnologias aplicadas à educação - o computador como ferramenta pedagógica

           Tendo em vista que a tecnologia se tornou parte de nossa sociedade atual - é intrínseca a ela - é fundamental pensarmos uma educação que tenha como parte de suas propostas o trabalho com o uso de tecnologias. Este texto pauta-se no uso do computador, como ferramenta pedagógica no ensino de crianças da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Discutiremos, portanto, alguns aspectos do uso de computadores nas escolas, direcionado às crianças que se encontram neste nível de ensino; caminharemos por questões como as abordagens instrucionista e construcionista, a postura do professor frente às novas tecnologias em sala de aula e expectativas de resultados com o uso adequado do computador como ferramenta pedagógica.
            Com o surgimento da ideia do ensino através da informática, aparecem diferentes abordagens e possibilidades de uso do computador como ferramenta de ensino, tendo como elementos básicos envolvidos no processo o professor, o aluno, o computador e o software – que será explorado pelo aluno, podendo ter o professor como mediador.

1.      As abordagens Instrucionista e Construcionista
Na perspectiva instrucionista, o software vem com uma sequência de atividades a respeito de um conteúdo, que deve ter sido fragmentado e ordenado logicamente, do mais simples para o mais complexo. Ao final de cada etapa, o aluno deve responder uma questão: se a resposta for a esperada, o aluno avançará para etapas mais complexas, caso contrário, voltará a etapas menos complexas até que tenha dominado o conteúdo.
Nesta abordagem, o software “já vem pronto” e o aluno apenas segue o que foi proposto; o programa, então, detém a supremacia do conhecimento. A interação entre o aluno e software acaba sendo menor e sua aprendizagem, menos significativa. Além disso, o software acaba desempenhando o papel de professor, regulando o avanço de cada aluno.
Este tipo de programa não deixa explícito o processo mental que o aluno utilizou para chegar às conclusões que teve, apenas indica erros e acertos; tampouco indica a natureza dos erros do aluno. Isto torna muito mais difícil para o professor acompanhar a atividade dos alunos: se este quiser entender o processo pelo qual seu aluno passou, terá de questioná-lo exaustivamente.  Este, possivelmente é um dos pontos mais negativos desta abordagem; e, diversas vezes, acaba desencorajando o professor.
Já na abordagem construcionista, o software é aberto e o aluno é o responsável por introduzir as informações. Ele utiliza o computador de acordo com seus conhecimentos, programando-o. Se o resultado fornecido pelo computador for o esperado, a atividade está concluída; no entanto, se o resultado foge do esperado, o aluno deve rever todo o processo efetuado, a fim de encontrar seus erros e corrigi-los.
Este tipo de programa é tutorado pelo aluno: ele permite que se navegue livremente, de forma não-linear e de acordo com seus interesses. O aluno coloca as informações no programa a partir de seus conhecimentos, sendo verdadeiramente produtor da informação; ganha um papel mais ativo e, consequentemente, sua aprendizagem torna-se mais significativa.
Para o professor, torna-se muito mais fácil acompanhar o raciocínio do aluno através deste tipo de software, já que todo o esquema mental utilizado pelo aluno fica explícito, sendo visualizado na tela do computador.
No entanto, é preciso ter em mente que os dois tipos de softwares podem trazer muitos benefícios ao processo de aprendizagem do aluno. Não existe um tipo "melhor" do que o outro, é necessário escolher o tipo de acordo com as finalidades e o tipo de atividade que se pretende desenvolver com os alunos.

2.      O professor e as novas tecnologias
 Com a aquisição de novos recursos tecnológicos pelas escolas, o professor vê-se cada vez mais obrigado a fazer uso desses novos recursos em suas aulas. No entanto, a forma como estes recursos são utilizados nem sempre é a mais desejável. Duas reflexões podem ser aqui levantadas: a falta de domínio das novas tecnologias por parte do professor e a metodologia adotada por ele para o uso das tecnologias.
Muitos professores não têm efetivamente o domínio do uso do computador e de suas ferramentas. Em alguns casos, o professor é acompanhado em suas aulas por um monitor especializado em informática, mas que pouco entende do conteúdo trabalhado pelo professor em sala de aula. Como consequência, por vezes o professor se sente desencorajado em continuar o uso dos recursos, sentindo-se inibido frente ao monitor. Uma possível saída para este entrave pode ser que o professor aprenda, ao menos o mínimo necessário, como se faz uso do computador, focando-se no funcionamento do software que será utilizado. Dessa forma, poderá ter mais liberdade e confiança em suas aulas.
Quanto à metodologia adotada pelo professor em sala de aula, ela deve ser revista e adaptada para fazer o melhor proveito possível das tecnologias disponíveis. Diversas vezes, os métodos de ensino permanecem os mesmos, a única coisa alterada é a forma pela qual a aula será apresentada ao aluno: ao invés de giz e lousa, a tela de um computador. Na prática, pouca mudança pode ser esperada quando a postura adotada pelo professor é esta; desta forma o computador não está sendo utilizado como uma ferramenta que possibilita novas experiências, está provendo apenas as experiências que já seriam tidas de qualquer forma, portanto, pode-se esperar o mesmo resultado.
Para uma aula mais significativa, o professor pode pensar meios para incluir o uso dos computadores de uma forma que não simplesmente substitua a aula que seria dada na lousa, mas que traga atividades que complementem o que seria dado, possibilitando novas experiências e aprendizagens. Vale a pena ressaltar que com softwares de qualquer abordagem, seja ela instrucionista ou construcionista, se é possível fazer um bom trabalho, isso depende da forma que o professor conduzirá a atividade.

3.      Considerações Finais
Considerando-se as múltiplas possibilidades que as novas tecnologias trazem, podemos constatar que elas não foram ainda exploradas em sua total potencialidade pela escola como ferramentas pedagógicas, portanto, o grande impacto que poderiam causar na educação ainda não ocorreu.
Entretanto, tais mudanças podem estar por vir. Com professores bem formados e motivados e o auxílio das novas tecnologias, podemos finalmente dar uma educação significativa para nossas crianças, desde os anos mais iniciais do ciclo escolar – que certamente são a base de toda uma vida acadêmica bem sucedida. Poderemos ter aulas mais dinâmicas, que despertem mais o interesse dos alunos, uma vez que este tipo de tecnologia, nos dias atuais, está presente no cotidiano das crianças desde uma idade bastante tenra, sendo, portanto, possível e desejável o uso do computador desde a Educação Infantil.
        Se bem explorado, o uso do computador na educação pode sim contribuir para uma grande mudança: pode-se formar cidadãos mais críticos, construtores do próprio conhecimento. Tais mudanças certamente gerarão reflexos visíveis na sociedade – teremos pessoas mais humanas, que contribuirão para uma sociedade mais justa.



       Por fim, trago o link de um software educativo na perspectiva construcionista e outro na perspectiva instrucionista. O primeiro é indicado para crianças em qualquer nível de ensino, sendo facilmente manipulado por crianças até mesmo em idade pré-escolar; já o segundo, para que se possa fazer uso dele, é necessário que as crianças ao menos conheçam as letras e estejam em início de processo de alfabetização. O site onde eles estão disponíveis tem uma infinidade de softwares e jogos educativos que, se bem explorados pelo professor, podem contribuir para um aprendizado mais significativo para os alunos.


Abraços a todos, 
                                                                Natália Marques

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O que é o clássico na Literatura Infantil - por Elizabete Scardazzi Silva

Hoje pretendemos abrir uma discussão sobre o que é clássico na literatura infantil. Quais obras podem ser consideradas clássicos? Trouxemos então, como nossa convidada para debater o tema, Elizabete Scardazzi Silva.

Para começar, vamos apresentar melhor nossa convidada.


Elizabete Scardazzi Silva iniciou sua carreira profissional como professora de Educação Infantil. Posteriormente lecionou para o primeiro ciclo do Ensino Fundamental, trabalhando com alfabetização. Lecionou também para o Ensino Fundamental II (religião) e Ensino Médio (Filosofia, Sociologia e atualidades). Atuou ainda como professora universitária no curso de Pedagogia. Atualmente é coordenadora do PEB II, na rede municipal de Álvares Machado.






A partir daqui, o espaço é dela.



Em linhas gerais, um clássico é aquilo que conseguiu se firmar como clássico,  aquilo que resistiu ao tempo, tornando-se fundamental. 

Na literatura infantil, pode ser considerado como clássico todas as histórias que se perpetuaram, ao longo dos anos, cujos escritores foram muito importantes para a história da literatura infantil. Suas histórias fizeram e fazem sucesso no meio infantil até os dias de hoje. Escritores como Irmãos Grimm (Branca de Neve, A Bela Adormecida), Hans Cristhian Andersen (O Patinho Feio, A Pequena Sereia, O Soldadinho de Chumbo) e outros.

A maioria destas histórias surgiu entre os chamados “saraus”, entre os adultos e foram reescritas para as crianças com um toque de magia e encantamento. Elas vêm sendo recontadas até os dias atuais, das mais diversas formas. Da tradição oral (do contar a história para um grupo de pessoas como se fazia originalmente), essas histórias foram compiladas em coletâneas de livros. Cada vez mais foram se fazendo adaptações e reescritas desses livros, popularizado esses contos. Por fim, essas histórias foram adaptadas em filmes, o que contribuiu para que se tornassem de fato muito difundidas.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Curiosidades: O Lago dos Cisnes - a história recontada por Margot Fonteyn em livro infantil

A história a maioria de nós já conhece: um jovem príncipe aventureiro que precisa escolher uma esposa de repente vê-se apaixonado pela rainha dos cisnes, uma das 50 moças retiradas de suas famílias e transformadas em aves do amanhecer ao pôr do sol por um feiticeiro do mal. Somente o amor puro e imortal de um jovem poderá quebrar o feitiço e libertar as moças. No entanto, o feiticeiro faz de tudo para impedir que esse amor se concretize; ele então engana o príncipe, fazendo um feitiço para que sua filha fique idêntica à rainha dos cisnes e tome o lugar dela no coração do príncipe. Vendo as possibilidades de ser libertada acabarem, a rainha dos cisnes se mata e junto com ela o príncipe, que não aguentava o sentimento de culpa por ter sido enganado.

Esta história, muitas vezes recontada e adaptada em filmes, livros e remontagens de ballet, também ganhou uma versão em forma de livro infantil, desta vez recontada por Margot Fonteyn, um dos grandes nomes do ballet clássico do século XX. O livro é ainda dedicado a Alicia Markova, outra bailarina muito influente no cenário da dança clássica durante o século XX.

Tendo sido escrito por uma bailarina tão experiente e que conhecia tão bem a obra (Margot dançou O Lago dos Cisnes centenas de vezes), o livro realmente manteve-se fiel ao ballet; a história  é a mais original possível. As ilutrações, feitas por Trina Schart Hyman, além de serem muito bonitas e preocupadas com a estética como todas as ilustrações da experiente ilustradora, têm uma clara preocupação em respeitar as linhas do ballet clássico. Os corpos das personagens se parecem muito com corpos de bailarinas: são magros, possuem pernas e braços longos, tronco curto; os homens, além disso, possuem musculatura bem definida e alongada; as mulheres, possuem pescoço longo e mantêm os pés e joelhos esticados na maior parte do tempo.

Além de tudo isso o livro ainda possui comentários de Margot Fonteyn sobre o ballet "O Lago dos Cisnes", que estreou em 1877, no Teatro Bolshoi, em Moscou, com música de Peter Ilyich Tchaicovski e coreografia de Julius Reisinger - vale a pena lembrar que o ballet foi inteiro recoregrafado por Marius Petipa e Lev Ivanov, dando origem a versão hoje conhecida.

Cheio de referências artísticas importantes, o livro vale muito a pena ser trabalhado com as crianças, no entanto, eu não o recomendaria para crianças em idade pré-escolar, tanto pela extensão do livro quanto pela complexidade do enredo. Ele serviria melhor para ser trabalhado com crianças a partir do 3° ano do Ensino Fundamental.

Para quem se interessar, o título do livro em português é " O Lago dos Cisnes", texto de Margot Fonteyn, ilustrações de Trina Schart Hyman, tradução de Ruth Salles, impresso pela Editora Ática.

Deixo agora para vocês algumas das ilustrações do livro e vídeos do ballet (tudo retirado do google o do youtube).

Nas ilustrações o Príncipe Siegfried e a Rainha dos Cisnes, Odete


Margot Fonteyn (como Odila) e Rudolf Nureyev (como Príncipe Siegfried) na coda do pas de deux de cisne negro

Algumas partes de uma remontagem mais atual de O Lago dos Cisnes (provavelmente do ballet Kirov)


Abraços a todos, 

                                        Natália

sábado, 9 de novembro de 2013

Agenda Cultural - Dança

 Chegando ao final de mais um ano, começa a temporada dos espetáculos de dança da maioria das escolas de ballet. Assistir a esse tipo de programação pode ser uma opção diferente de passeio, agradando principalmente às crianças. Para quem se interessar, aí vai a programação do que já temos agendado para novembro e dezembro.


Presidente Prudente:

Ballare Escola de Dança: Apresenta este ano o espetáculo "O Reino Encantado dos Doces", primeiro espetáculo da escola (que iniciou suas atividades no segundo semestre do ano passado). Data: 09 e 10 de novembro. Local: Salão Nobre da Toledo.



Escola de Dança Beth Libório: Apresenta este ano dois espetáculos: Mary Poppins e Giselle.

Mary Poppins - Data: 29 de novembro e 01 de dezembro. Local: Teatro César Cava (Unoeste).


Giselle - Data: 28 e 30 de novembro. Local: Teatro César Cava (Unoeste).


Ballet Fernanda Benvenuto: Neste ano, as alunas da professora Fernanda Benvenuto que fazem aula de ballet no Colégio Braga Mello e no Centro Cultural Matarazzo apresentarão o espetáculo " O Fundo do Mar" Data: 07 e 08 de dezembro. Local: Colégio Braga Mello.


Assis:

Ballet Isabel Gusman: Apresenta o espetáculo "A Bela e a Fera". Data: 15 e 16 de novembro. Local: Teatro Municipal de Assis.



Abraços a todos, 

                                                                                                                       Natália
                  

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Curiosidades: 31 de outubro - Dia das Bruxas ou do Saci?

No dia 31 de outubro é comemorado nos Estados Unidos o Halloween ou Dia das Bruxas e algumas escolas brasileiras têm o costume de celebrar também.  As crianças, principalmente do ensino infantil, vestem fantasias de bruxas, vampiros, fantasmas e outros monstros para comemorar... Comemorar exatamente o quê? A festa, que é popular naquele país, chegou às crianças brasileiras por meio de programas televisivos.
É preciso ter cuidado e lembrar às crianças que, originalmente, esta data não faz parte da nossa história e tradição. Pensando nisso, o Governo do Estado de São Paulo decretou, em 2005, o Dia do Saci, o mesmo dia 31 de outubro. Coincidência? Sem dúvida não, a iniciativa foi uma forma de valorizar a cultura brasileira e tentar diminuir a influência da cultura norte-americana em nosso país. 
Ainda assim, o Dia do Saci não é trabalhado nas escolas e poucas pessoas inclusive educadores sabem da existência dessa data. 

E então... Doces ou travessuras?


Até mais!
Bárbara.

Saiba mais em: 

Curiosidades: Por que EducArte?

A história do nome do nosso blog é na verdade a história de como não chegamos a um consenso sobre o que escrever; nas discussões que precederam a sua criação. Descobrimos que cada uma de nós gostaria (e saberia) falar sobre um tema diferente relacionado à arte e à cultura. Nesse momento diversas ideias vieram a tona: teatro, dança, folclore brasileiro, contos de fadas, Romero Britto, entre outros.
 
Ao final das discussões, decidimos criar um espaço na internet em que coubesse a apresentação de todos estes temas e muitos outros. Neste momento surgiu o EducArte (nome sugerido pela Elora e que todas concordamos prontamente). Nossa ideia é que neste blog possamos mostrar que é possível (e desejável) educar por meio da arte, processo que pode ser iniciado ainda na Educação Infantil.
 
O tema fundamental de nosso blog será a Literatura Infantil; essa escolha foi feita pois acabamos de concluir a disciplina que trata deste assunto em nosso curso, ministrada pela Prof. ª Dr.ª Renata Junqueira de Souza.
 
Abraços e até a próxima postagem!
                                                          
                                                             
 


Quem somos e o que queremos

Olá, sejam todos muito bem vindos ao nosso blog, o EducArte. Nessa primeira postagem, gostaríamos de nos apresentar e dizer quais os nossos objetivos ao criar o blog e as dinâmicas de funcionamento que pretendemos dar a ele.

Para começar, vamos nos apresentar:



Natália Marques:
 18 anos, mora em Presidente Prudente - SP, trabalha como bailarina em uma companhia profissional da cidade e cursa o segundo ano de Pedagogia na FCT/Unesp.




Elora Carolina: 19 anos, mora em Regente Feijó - SP, é atriz e professora de teatro, dando aulas para crianças e adolescentes. Cursa o segundo ano de Pedagogia na FCT/Unesp.





Bárbara Bomfim Martini: 20 anos, mora em Presidente Prudente - SP, estagia em um colégio da cidade e cursa o segundo ano de Pedagogia na FCT/Unesp.






Como foi possível perceber, todas temos algo em comum: frequentamos o mesmo curso, na mesma instituição! 

Este blog faz parte de uma das exigências da matéria de Tecnologias Aplicadas à Educação, ministrada pela Prof.ª Dr.ª Renata Portela Rinaldi. Através dele, pretendemos criar uma discussão sobre Literatura Infantil (tema que nós escolhemos). Para isso, procuraremos trazer sempre postagens novas e interessantes sobre o tema; também pretendemos trazer alguns convidados para que versem sobre temas específicos relacionados com a literatura infantil. (Essa é uma de nossas ideias, dependerá da disponibilidade e interesse de nossos convidados...).

Nosso blog é aberto a comentários e responderemos a qualquer dúvida assim que possível. Também estamos abertas a sugestões de temas para nossas postagens, portanto, se você leitor quiser que comentemos algum tema específico relacionado com a literatura infantil, fale conosco através de comentários ou e-mail (pode enviar para: natalia_marques2@hotmail.com).

Abraços a todos, 

                                                                              Natália, Bárbara e Elora.