Hoje, a ideia é falar sobre cinema... E, ainda bem, a notícia é boa!!! Acabou de chagar aos cinemas o mais novo filme da Disney: "Frozen: Uma Aventura Congelante", e dessa vez, o filme realmente vale a pena ser visto, tanto por adultos quanto por crianças.
Como o filme conta a história de duas princesas, certamente agradará mais às meninas; com as personagens de um perfil cada vez mais contemporâneo e inovador, é mais fácil identificar-se com elas.
Desde o lançamento de "A Princesa e o Sapo (2009), é possível perceber de forma clara uma alteração que vem acontecendo gradualmente no perfil das princesas Disney. Cada vez mais elas abandonam o padrão de moças inocentes que sofrem por ações dos antagonistas dos filmes e são ajudadas por fadas e/ou animais até que estejam plenamente felizes - casadas com príncipes - e ganham mais personalidade e autonomia. As princesas ganham voz e fazem suas próprias escolhas ao invés de simplesmente serem submetidas aos poderes de feitiços bons e maus ou à acontecimentos do acaso. Passando por esta evolução, tivemos "Enrolados" (que estreou no Brasil em 2011), "Valente" (2012) e finalmente chegamos a "Frozen".
Frozen valeria a pena ser visto simplesmente pela estética primorosa, mas, além disso, nos mostra duas princesas simplesmente fantásticas!
Anna, a irmã mais nova, é divertida, alegre, as vezes boba, desastrada e frívola mas no fundo cultiva um grande amor pela irmã mais velha, por quem se sente abandonada e se angustia por não compreender a retirada súbita do afeto que a irmã nutria por ela quando eram crianças pequenas. Como toda jovem princesa, Anna sonha em conhecer um príncipe, apaixonar-se e casar, mas durante o desenvolvimento do filme ela acaba descobrindo que não é exatamente assim que as coisas funcionam.
Elsa, a irmã mais velha, realmente encanta por sua complexidade - é, certamente, a personagem feminina mais complexa da Disney.
Nascida com poderes muito especiais, ela se vê obrigada a escondê-los e, consequentemente, esconder-se de tudo e de todos após um acidente ocorrido na infância. Seus poderes, apesar de belos, podem ser muito perigosos se não forem precisamente controlados.
Assim como Anna, passamos parte do filme sem saber o que realmente se passa com Elsa. Só começamos a descobrir melhor a personagem a partir do momento de sua coroação como rainha de Arendelle (o reino onde vivem). Após tanto tempo isolada de tudo, Elsa por vezes vê seus poderes como uma desgraça e apresenta sentimentos e pensamentos confusos e contraditórios apesar da calma e do autocontrole que aparenta ter.
Após uma breve discussão com Anna, Elsa acaba provocando um novo acidente por conta de seus poderes; desesperada, completamente perdida e sem saber o que fazer, ela foge. A partir daí, a nova rainha passa por um processo de autodescoberta bastante complexo, em busca não somente do controle de seus poderes, mas também do controle de suas emoções e sentimentos.
Outros personagens que também merecem destaque são Olaf, um boneco de neve feito por Elsa, e Kristoff, um camponês que vive nas montanhas e ganha a vida vendendo gelo.
Olaf é um presente para os espectadores; mostra a todos que um personagem pode ser divertido sem ser necessariamente irritante ou idiota: sua graça está exatamente em sua pureza.
Já Kristoff, que de uma maneira simples e sem exibicionismos não mede esforços para ajudar Anna a encontrar a irmã, acaba tendo um papel fundamental no desenrolar da história. Apenas acredito que a história pessoal de Kristoff poderia ter sido melhor desenvolvida durante o filme.
O filme conta ainda com uma trilha sonora repleta de canções. Apesar do grande número de músicas, elas não interferem no bom andamento do filme, pelo contrário, seria impossível compreender satisfatoriamente os personagens e o que se passa com eles sem as canções!
Abraços a todos





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