quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Frozen - Uma Aventura Congelante


Hoje, a ideia é falar sobre cinema... E, ainda bem, a notícia é boa!!! Acabou de chagar aos cinemas o mais novo filme da Disney: "Frozen: Uma Aventura Congelante", e dessa vez, o filme realmente vale a pena ser visto, tanto por adultos quanto por crianças.

Como o filme conta a história de duas princesas, certamente agradará mais às meninas; com as personagens de um perfil cada vez mais contemporâneo e inovador, é mais fácil identificar-se com elas.

Desde o lançamento de "A Princesa e o Sapo (2009), é possível perceber de forma clara uma alteração que vem acontecendo gradualmente no perfil das princesas Disney. Cada vez mais elas abandonam o padrão de moças inocentes que sofrem por ações dos antagonistas dos filmes e são ajudadas por fadas e/ou animais até que estejam plenamente felizes - casadas com príncipes - e ganham mais personalidade e autonomia. As princesas ganham voz e fazem suas próprias escolhas ao invés de simplesmente serem submetidas aos poderes de feitiços bons e maus ou à acontecimentos do acaso. Passando por esta evolução, tivemos "Enrolados" (que estreou no Brasil em 2011), "Valente" (2012) e finalmente chegamos a "Frozen".

Frozen valeria a pena ser visto simplesmente pela estética primorosa, mas, além disso, nos mostra duas princesas simplesmente fantásticas!

Anna, a irmã mais nova, é divertida, alegre, as vezes boba, desastrada e frívola mas no fundo cultiva um grande amor pela irmã mais velha, por quem se sente abandonada e se angustia por não compreender a retirada súbita do afeto que a irmã nutria por ela quando eram crianças pequenas. Como toda jovem princesa, Anna sonha em conhecer um príncipe, apaixonar-se e casar, mas durante o desenvolvimento do filme ela acaba descobrindo que não é exatamente assim que as coisas funcionam.

Elsa, a irmã mais velha, realmente encanta por sua complexidade - é, certamente, a personagem feminina mais complexa da Disney. 

Nascida com poderes muito especiais, ela se vê obrigada a escondê-los e, consequentemente, esconder-se de tudo e de todos após um acidente ocorrido na infância. Seus poderes, apesar de belos, podem ser muito perigosos se não forem precisamente controlados. 

Assim como Anna, passamos parte do filme sem saber o que realmente se passa com Elsa. Só começamos a descobrir melhor a personagem a partir do momento de sua coroação como rainha de Arendelle (o reino onde vivem). Após tanto tempo isolada de tudo, Elsa por vezes vê seus poderes como uma desgraça e apresenta sentimentos e pensamentos confusos e contraditórios apesar da calma e do autocontrole que aparenta ter.

Após uma breve discussão com Anna, Elsa acaba provocando um novo acidente por conta de seus poderes; desesperada, completamente perdida e sem saber o que fazer, ela foge. A partir daí, a nova rainha passa por um processo de autodescoberta bastante complexo, em busca não somente do controle de seus poderes, mas também do controle de suas emoções e sentimentos.
  
Outros personagens que também merecem destaque são Olaf, um boneco de neve feito por Elsa, e Kristoff, um camponês que vive nas montanhas e ganha a vida vendendo gelo.


Olaf é um presente para os espectadores; mostra a todos que um personagem pode ser divertido sem ser necessariamente irritante ou idiota: sua graça está exatamente em sua pureza.












Já Kristoff, que de uma maneira simples e sem exibicionismos não mede esforços para ajudar Anna a encontrar a irmã, acaba tendo um papel fundamental no desenrolar da história. Apenas acredito que a história pessoal de Kristoff poderia ter sido melhor desenvolvida durante o filme.










O filme conta ainda com uma trilha sonora repleta de canções. Apesar do grande número de músicas, elas não interferem no bom andamento do filme, pelo contrário, seria impossível compreender satisfatoriamente os personagens e o que se passa com eles sem as canções!

Para terminar, deixo um vídeo com o trailer do filme e um com uma canção de Elsa.

Abraços a todos



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Literatura Infantil e Infanto-Juvenil - autores estrangeiros (parte II)

No último post falei sobre a obra de dois autores. Hoje trago mais duas obras de autores diferentes.

O Mágico de Oz ( The Wonderful Wizard of Oz - 1900) - L. Frank Baum (Estados Unidos)


"Dorothy vivia no meio das grandes pradarias do Kansas com o tio Henry, que era fazendeiro, e a tia Em, que era a mulher do fazendeiro."




Enredo: Dorothy Gale é levada para a terra de Oz por um ciclone. Ela conhece o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão Covarde enquanto tenta chegar à Cidade Esmeralda para ver o Grande Mágico de Oz.








L. Frank Baum nasceu em 1856, em Chittenango, Estados Unidos. A obra de maior destaque de sua carreira é "O Maravilhoso Mágico de Oz", mais conhecido no Brasil somente como "O Mágico de Oz".  Após o sucesso desta obra, Baum escreveu mais 13 livros sobre a terra encantada de Oz, sendo o último, "Glinda de Oz" (Glinda of Oz), publicado pouco tempo após a sua morte. A série de Oz continuou sendo publicada por muito tempo após Baum ter falecido, por diferentes autores, tendo mais destaque Ruth Plumly Thompson.







O Menino do Dedo Verde (Tistou les pouces verts - 1957) - Maurice Druon (França)


"Tistu é um nome esquisito, que a gente não acha em calendário algum, nem do nosso país nem dos outros. Não existe um São Tistu".


Enredo: Tistu, um menino muito rico, foi criado por seus país - donos da maior fábrica de canhões do mundo - com todo o luxo que o dinheiro podia comprar e com todo o amor e carinho que seus belos pais podiam dar. Aos oito anos de idade, Tistu é mandado para a escola, a fim de aprender as coisas importantes da vida e dar continuidade ao trabalho de seu pai; no entanto, logo ao terceiro dia de aula, o menino é expulso por dormir durantes as aulas. Como não conseguia aprender na escola, Tistu passa a ser educado dentro de casa e logo descobriu, nas suas aulas com o jardineiro Bigode, que possuía um dom especial: o de fazer crescer plantas com o simples toque do seu polegar.





Maurice Druon nasceu em 1918, em Paris, França. Em sua família já haviam alguns escritores, como o tio, Joseph Kessel e o bisavô Odorico Mendes, escritor e jornalista brasileiro. A maior parte se sua obra retrata a história da monarquia francesa na época da dinastia capetíngea; escreveu também novelas. Seu único livro infanto-juvenil é "O Menino do Dedo Verde", obra que o tornou conhecido mundialmente.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Literatura Infantil e Infanto-Juvenil - autores estrangeiros

A maioria de nós conhecemos, ou menos de nome, diversas obras voltadas ao público infantil de autores brasileiros; já de autores estrangeiros, em geral sabemos pouco ou conhecemos somente adaptações do texto pouco fieis ao texto original. Desta vez, trago algumas obras de autores estrangeiros; pela extensão e complexidade dos textos, não são recomendados para crianças muito pequenas. O ideal, dependendo, é claro, do nível de domínio sobre a leitura que a criança tenha, é que sejam trabalhados com crianças na faixa de 9 ou 10 anos, no mínimo (final do ciclo I do Ensino Fundamental).

Volta ao Mundo em 80 Dias ( Título original: Le tour du monde en quatre-vingts jours - 1873) - Júlio Verne (França)

" O ano é 1872. A cidade é Londres. A principal figura desta narrativa se chama Fíleas Fogg, um inglês mais inglês que todos os outros daquela época. Isto quer dizer que Mister Fogg era homem de pouquíssimas palavras; gestos sóbrios; frio; enigmático; muito polido; pontual. E jamais, principalmente, deixava transparecer suas emoções."




Enredo -
O livro narra a história de Fíleas Fogg, um inglês metódico que durante um jogo de cartas com seus amigos faz uma aposta sobre a possibilidade de completar a volta ao mundo em apenas 80 dias. Para provar que isso era possível, parte ele mesmo em uma viagem surpreendente acompanhado apenas de seu criado recém contratado, Jean Passepartout.








Júlio Verne nasceu em 1828, em Nantes, França. Foi pioneiro na literatura de ficção e criador do romance geográfico e científico. Conquistou grande reputação mundial, sendo, até hoje um dos autores mais traduzidos em todo o mundo. Suas obras agradam a todos, mas especialmente ao público infanto-juvenil.  Suas obras de maior destaque incluem: Cinco Semanas num Balão, Viagem ao Centro da Terra, Da Terra à Lua, A Ilha Misteriosa, Vinte Mil Léguas Submarinas, Volta ao Mundo em Oitenta Dias, entre outras. 







Aventuras de Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland - 1865) e Através do Espelho e o que Alice Encontrou por lá (Through the Looking-Glass and what Alice Found There - 1871)  - Lewis Carroll (Inglaterra)


"Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado da irmã na ribanceira, e de não ter nada que fazer; espiara uma ou duas vezes o livro que estava lendo, mas não tinha figuras nem diálogos, "e de que serve um livro", pensou Alice, "sem figuras nem diálogos?".


Enredo: Dedicado a Alice Liddell, o livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai na toca de um coelho, sendo transportada para um lugar fantástico cheio de criaturas fantásticas e antropozoomórficas, revelando a lógica do absurdo, típica dos sonhos. A continuação da história se dá no segundo livro "Através do espelho e o que Alice encontrou por lá".










Lewis Carroll é na verdade um pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson. Nascido em 1832, em Daresburry, Inglaterra, Reino Unido; Lewis Carroll é mais conhecido por suas duas obras mais famosas: "Alice no País das Maravilhas" e "Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá", ambas dedicadas a Alice Liddell, uma criança muito próxima do autor. Sua obra é repleta de duplos sentidos, piadas, trocadilhos e enigmas.

A princípio, trago estas obras. Em próximas postagens, escreverei sobre "O Menino de Dedo Verde - Maurice Druon" e "O Mágico de Oz - L. Frank Baum".

Abraços a todos, 
                                                        Natália Marques

No Dorso do Rinoceronte - para enriquecer o repertório musical das crianças de uma forma divertida




Os compositores Emilio Pagotto e Silvio Mansani têm feito um trabalho muito interessante produzindo músicas voltadas para o público infantil; deste trabalho nasceu o CD "No Dorso do Rinoceronte - música independente para crianças inteligentes". 



De uma forma inteligente e divertida, o álbum explora diversas linguagens e ritmos musicais, como o baião, samba, jazz e a marchinha. É uma ótima opção para o trabalho de educação musical na escola, permitindo o contato com diversos ritmos de uma forma divertida e pensada especialmente para o público infantil. Pode ser trabalhado desde a pré-escola até o Ensino Fundamental. 

Para algumas das músicas do CD, como "A Lenda do Brilho da Lua" e "Super Repolho", foram feitas animações, transformando-as em clipes. A responsável pelas animações é Gabriela Dreher, que levou os clipes para importantes festivais como o 15° Anima Mundi.

Para quem se interessar pelo CD, ele pode ser comprado em lojas especializadas ou pela internet, o preço médio é de R$ 25,00. Algumas faixas do CD também são facilmente encontradas na internet, em sites como: http://www.vagalume.com.br/Deixo para vocês os dois clipes.





Abraços a todos, 
                                                               Natália Marques

Textos para o professor que deseja entender mais da literatura infantil

Para quem se propõe a trabalhar com literatura infantil, é necessário conhecer alguns autores clássicos que versam sobre o tema. Betty Coelho publicou obras de grande relevância sobre literatura infantil e a arte de contar histórias. Trago abaixo um breve relato de sua experiência, retirado do site: http://www.fpc.ba.gov.br/contadora-de-historia-mais-antiga-da-bahia-faz-aniversario-de-90-anos/

"Sua trajetória de vida é cheia de histórias que atraem e encantam crianças, adolescentes e adultos, que juntos com ela percorrem lindos caminhos. Falam com animais, entram em castelos encantados, vivem maravilhosas aventuras, vencem obstáculos e encontram exemplos e soluções para as suas realidades. Essas são algumas das principais características da professora Maria Betty Coelho Silva, conhecida como Betty Coelho, que durante mais de 50 anos formou gerações e gerações de contadoras e contadores de histórias. Na próxima sexta-feira, dia 26, ela recebe uma homenagem na Biblioteca Juracy Magalhães Júnior (Rio Vermelho) pelo aniversário de 90 anos. Segundo alunos, amigos e admiradores, Betty Coelho tem uma grande preocupação: “fazer a criança feliz por meio das histórias narradas”.
Betty Coelho nasceu no dia 24 de abril de 1923 em Alagoinhas. Publicou os seguintes livros: Contar histórias uma arte sem idade (1986), A menina do avental (1988), E Se? (1988), Foi um dia um dia foi (1992) e O galo cantou e ninguém sabe onde (1993). Betty Coelho é ex – funcionária aposentada da Secretaria de Cultura do Estado. Foi jurada do Prêmio Jabuti (Câmara Brasileira do Livro) e membro votante da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Ela foi homenageada com a instalação da Biblioteca Infantil Betty Coelho no bairro da Boca do Rio, seu nome também consta no Centro de Estudos de Leitura e Literatura Infantil e Juvenil, Maria Betty Coelho Silva, na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). Betty Coelho é membro da Academia Baiana de Educação. Em 2006, sua obra foi tese de doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais Faculdade de Letras, com o título “Histórias correm no corpo – O itinerário de Betty Coelho”, da doutora Maria Antônia Ramos Coutinho."

Dentre as obras de Betty, indico a leitura de "Contar Histórias: uma arte sem idade", que trata sobre técnicas e ferramentas básicas para a contação de histórias. O livro pode ser facilmente encontrado em bibliotecas, mas para quem deseja comprar é possível encontrar exemplares em livrarias ou sites especializados na internet; o preço médio é de R$ 40,00. 

Na sequência, deixo para vocês uma citação de Betty Coelho e as referências do livro.

Como toda arte, a de contar histórias também possui segredos e técnicas. Sendo uma arte que lida com matéria-prima especialíssima, a palavra, prerrogativa das criaturas humanas, depende, naturalmente, de certa tendência inata, mas pode ser desenvolvida, cultivada, desde que se goste de crianças, e se reconheça importância da história para elas”(Coelho)

COELHO, Betty. Contar histórias: uma arte sem idade. São Paulo: Ática, 1999.



Softwares para trabalhar com literatura infantil

Como já mencionado em postagens anteriores, softwares podem ser uma opção interessante de trabalho com as crianças. Neste post venho deixar algumas sugestões de softwares para trabalhar literatura.

O primeiro é um jogo da memória disponível no site da revista Nova Escola. Ele funciona relacionando os nomes dos personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo com sua descrição. Para utilizá-lo, é necessário que as crianças estejam alfabetizadas e conheçam a obra de Monteiro Lobato. É uma boa ideia trabalhar com elas ao menos partes do primeiro livro, "Reinações de Narizinho", para que possam compreender melhor a obra e os personagens (que provavelmente elas já conhecem pela televisão). Este livro também é uma boa forma de despertar nas crianças o gosto pela leitura, contribuindo para a formação inicial do sujeito leitor. 
Obs: esse é um software no formato instrucionista.




Indico agora um software na perspectiva construcionista. Este programa permite que o aluno cria suas próprias histórias em quadrinhos e livros e também veja publicações de outros usuários. As possibilidades de criação são muitas, dando bastante liberdade ao usuário. Para utilizá-lo com maior liberdade é necessário criar um usuário; não há taxas a serem cobradas pelo serviço. O que talvez seja um inconveniente para vários professores é o fato de a página ser escrita completamente em inglês, inviabilizado o trabalho caso o professor ou os alunos não conheçam bem o idioma.



Livro de Imagens em vídeo

        O livro de imagens é ótimo para ser utilizado pelos que estão iniciando a leitura e por crianças pré-leitoras (aquelas que ainda não são alfabetizadas), pois não apresenta texto escrito, ou quando apresenta, muito pouco.
          
          É um material que costuma encantar as crianças pela qualidade artística das imagens e pela “surpresa” que esses livros contêm. Ele contribui para a formação do leitor, incitando-o a realizar uma reflexão sobre a leitura das imagens, aguça a imaginação e é aberto a diferentes interpretações, de acordo com a bagagem cultural de cada leitor. Este tipo de livro também ajudar a desenvolver aspectos cognitivos, artísticos, imaginativos, culturais e estéticos nas crianças.

          Dessa forma, vemos que o uso adequado dos livros de imagens contribui e muito para a formação do sujeito leitor, atendendo a suas expectativas e necessidades e contribuindo para a ampliação de sua visão de mundo.

           Atualmente, com os recursos tecnológicos, encontramos livros de imagens em vídeo. É claro que um vídeo não substitui o contato com o livro impresso, mas pode muito bem ser utilizado quando não se tem essa possibilidade. Deixo para vocês um vídeo com o livro "Zuza e Arquimedes" de Eva Furnari, uma das mais renomadas autoras de livros de imagens.


Abraços a todos, 
                                                                   Natália Marques